Aprendendo mais sobre a estrutura da madeira: Medula e cerne

Cerne e medula da madeira, elementos naturais Cobrire

Continuando os ensinamentos sobre a estrutura da madeira, falaremos hoje sobre a medula e o cerne da madeira:

 

Medula

A medula é o vestígio deixado no centro do tronco pela estrutura apical a partir da qual se desenvolveu o tronco da planta.

É em geral uma fina estrutura (de alguns milímetros de diâmetro), quase sempre mais escura do que o material que a rodeia

Sem qualquer importância para a determinação da qualidade ou usos da madeira.

Forma-se a partir das células que constituíram a zona de crescimento inicial do rebento que deu origem ao tronco.

Em torno das quais se formaram as camadas de células que constituem a madeira.

A sua posição marca o centro de crescimento a partir do qual se gerou o engrossamento da árvore.

Como seria de esperar, as células que constituíram a medula são progressivamente mais jovens à medida que se sobe ao longo do tronco.

Nas árvores em crescimento, a medula desemboca na estrutura meristemática ativa do meristema apical, a partir da qual o crescimento do tronco produz o seu alongamento em altura.

Igreja patrimônio da Rússia.

Igreja Kizhi patrimônio da Rússia. Feita inteiramente de madeira, sem uso de pregos ou qualquer elemento metálico.

Cerne

O cerne, durâmen ou durame é a designação dada à parte do xilema do tronco que já não participa ativamente na condução de água.

Assumindo uma função essencialmente de suporte mecânico da estrutura da planta.

A distinção entre cerne e alburno (a parte vascular ativa do xilema) é clara na maior parte das espécies.

Já que em corte os troncos apresentam uma porção mais escura de madeira no centro e uma porção mais clara na parte externa.

A primeira corresponde ao cerne e a segunda ao alburno.

Contudo, nem sempre esta diferença é facilmente percebida.

Pois a mudança de cor pode ser gradual e pouco marcada.

O cerne é constituído por células mortas.

Formando uma estrutura mais ou menos enrijecida de suporte.

Em torno da qual o alburno se vai progressivamente formando.

À medida que as células do alburno decaem e morrem.

Vão sendo incorporadas no cerne.

O qual vai assim crescendo radialmente, acompanhado a expansão do xilema.

Embora possa, dadas as suas características higroscópicas, funcionar como um importante reservatório de água para a planta, o cerne é na sua essência uma estrutura de suporte, não sendo vital para a sobrevivência da árvore.

Não são raras as espécies em que é comum o apodrecimento e por vezes a total destruição do cerne.

Sem que tal determine a morte, ou mesmo a redução da vitalidade, da planta.

Algumas espécies começam a formar cerne muito cedo e têm apenas uma fina camada de borne vivo.

Enquanto que noutras a mudança ocorre lentamente.

Mantendo um tronco que é essencialmente composto por borne.

Em termos de determinação da qualidade da madeira e dos seus usos.

A dimensão e características do cerne são determinantes, sendo este em geral valorizado pela sua dureza e resistência ao ataque por insectos.

A madeira de cerne é em geral preferida para usos em que se requeira durabilidade e resistência mecânica.

FONTE: Wikipédia